Eu vejo o ano novo como um caderno novo, vai soar clichê, eu sei, mas o sentimento que eu tenho é esse, que às 00:01 de 01/01 me entregam um caderno em branco e uma caneta, e eu sei que por mais que eu não queira (e eu definitivamente quero) algo vai ser escrito ali, bom ou ruim, vai ser escrito. Não há muitas opções nesse caso, os dias correm (ultimamente numa velocidade assustadora e fantástica) e eu realmente não tô afim de contestar isso, de brigar com o relógio, de devolver o caderno em branco. Me tira o fôlego pensar em quantos livros fantásticos eu vou ler, em quantos abraços sinceros vou ganhar, em quanto vou amadurecer, em quantas pessoas vou conhecer, em quantos beijos intermináveis vou dar. Tenho sede de eternidades, as sentidas, não as prometidas ou planejadas. E o mais lindo disso, o que mais me assombra de encantamento é que não há medo, não há sequer aflição ou urgência, só há vida e basta, como basta!
Apesar de toda essa falação que não diz muito além de : 2011 ? Pode vim quente que eu estou fervendo. (IDSOIDOSIDOSIDOSIDOSIDS ignorem) Essa foi a primeira vez que eu vivi o Natal e a Virada de ano e não me senti nem no Natal nem na Virada de ano, eu simplesmente vejo o ano novo como uma continuação do velho e really, o ano velho foi fantástico. E eu entendo quem questiona isso, quem se recusa a ceder à mídia e às convenções sociais, e posso até dizer que no alto de sua racionalidade e dos seus ótimos argumentos eles estão certos, mas... porque eu não posso desejar coisas felizes às pessoas ? Em todos os dias do ano, é claro, mas num dia com luzes piscando e esperanças surgindo fica ainda mais bonito.
Clara Delfino
0 comentários:
Postar um comentário