quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Só um recado

A uns dias atrás tava pensando no que traz mais felicidade, ou no que - por falta de um outro adjetivo melhor - é mais digno. Ter uma vida normal, seguindo as exigências da sociedade, como o Caiozinho (Caio F.) disse "ser hetero e casar aos 20", ou ter uma vida cheia de liberdade, viagens, loucas paixões, ausência de pudores e limites, e uma boa dose de melancolia e tristeza pelo mundo. Enfim, viver o mundo, entrar na roda, seguir os demais, ou pensar sobre isso e tomar suas próprias decisões, ignorando as críticas que vem de brinde. A minha opção sempre foi a segunda, sempre achei que um casamento - por exemplo - ia me tirar as inúmeras possibilidades que eu tenho, ia podar minha liberdade que ainda nem consegui por inteiro. Só que eu comecei a refletir sobre o fim... como tudo inevitavelmente acaba, qual seria o fim 'menos ruim', o do Caiozinho com um imenso conhecimento adquirido - que boa parte se perdeu - uma visão de mundo ímpar, uma DST e uma morte na casa dos pais, sem um alguém pra dizer ' depois vou pra lá, o mundo vai ficar um saco sem você' ou uma pessoa normal, que faz o que a sociedade manda e envelhece ao lado de alguém que ama e talvez o ame de volta. O bom seria poder fazer os dois, mas será que dá ? Amor e liberdade são excludentes?

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